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Um sapo estava prestes a atravessar um rio quando ele ouve uma voz, quase implorando, perguntar:
- “Poderia me carregar nas suas costas? Eu também preciso atravessar o rio e chegar à outra margem, mas eu não sei nadar.”
O sapo vira seu olhar para onde a voz estava vindo e diante dele, aparece um escorpião.
O sapo pensa por alguns segundos e responde:
- “Você acha que eu sou louco? Se eu te levar nas minhas costas, eu corro o risco de que me piques com teu ferrão, e eu vou me afogar.”
O escorpião responde:
- “Você acha que seria capaz de tal loucura? Se o fizesse, ambos morreríamos e eu repito, não sei nadar e preciso chegar ao outro lado.”
O sapo exita por um momento, mas o argumento parece tão lógico e tão convincente, que finalmente concorda em ajudar o escorpião e diz:
- “Ok, atravessaremos juntos, mas lembre-se, se você me atacar, nós dois vamos nos afogar.”
Então o escorpião sobe nas costas do sapo e começam a travessia.
Eles passam a primeira parte do rio sem problemas, mas quando chegam no trecho mais fundo o sapo sente uma dor aguda e percebe que o escorpião cravou o ferrão em suas costas.
Imediatamente o veneno começa a causar paralisia e o sapo balbuciando exclama:
- “Mas você me prometeu que não faria isso!”. E o escorpião nada diz.
Quando o sapo sente que está começando a afundar e sem entender o que tinha acontecido, pergunta:
- “Por que você fez isso? Você sabia que iriamos morrer.”
O escorpião simplesmente responde:
- “Porque é minha natureza.”
Fábula - O Sapo e o Escorpião
” —Fora da noite que me encobre,
Negro como o poço de polo a polo,
Agradeço ao que os deuses possam ser.
Pela minha alma inconquistável.
Nas garras das circunstâncias.
Eu não recuei e nem gritei.
Sob os golpes do acaso.
Minha cabeça está sangrando, mas não abaixada.
Além deste lugar de ira e lágrimas.
Só surge o horror da sombra,
E ainda a ameaça dos anos
Encontra e me encontrará sem medo.
Não importa o quão estreito seja o portão,
quão repleta de castigos seja a sentença,
eu sou o dono do meu destino,
eu sou o capitão da minha alma.
William Ernst Henley (1849-1903)
” —